Consentimento · Modelo

Modelo de termo de consentimento odontológico (LGPD)

Um bom termo não é um juridiquês de três páginas. É claro, específico e registrável. Veja o que ele precisa ter — e um modelo pronto para adaptar.

Junho de 2026 · 5 min de leitura

O "termo de consentimento LGPD" que muita clínica manda assinar não vale nada — é genérico, condiciona o atendimento e mistura finalidades. Um termo que funciona é o oposto: curto, com aceites separados e fácil de registrar. E lembre: para o prontuário, você nem precisa de consentimento (é obrigação legal do CFO). O termo serve sobretudo para marketing e uso de imagem.

O que um termo válido precisa ter

O Art. 8º da LGPD exige uma manifestação livre, informada, inequívoca e específica. Na prática, o termo precisa de:

ElementoPor quê
Aceites separados por finalidadeEspecífico: um para lembrete, outro para marketing, outro para imagem
Campos opcionais (não obrigatórios)Livre: o atendimento não pode depender do aceite
Linguagem clara do que será feitoInformado: o paciente entende o uso
Ato afirmativo (marcar/assinar)Inequívoco: caixa pré-marcada não vale
Data, hora e como revogarProva e direito de retirada (Art. 8º §5º)

Modelo pronto (para adaptar)

Copie e ajuste com o nome da sua clínica. Mantenha os aceites separados e opcionais:

CONSENTIMENTO — COMUNICAÇÕES E USO DE IMAGEM

Eu, [nome do paciente / responsável legal], autorizo a [nome da clínica] a:
( ) Enviar lembretes de consulta e avisos administrativos pelo WhatsApp/telefone informado.
( ) Enviar comunicações de marketing (promoções, campanhas) pelo WhatsApp/e-mail.
( ) Usar fotos e imagens do meu tratamento para divulgação (redes sociais, site).

Estou ciente de que: meus dados são tratados conforme a Política de Privacidade da clínica; posso retirar este consentimento a qualquer momento pelo e-mail [privacidade@clinica.com.br]; e o tratamento do meu prontuário segue obrigação legal, independente deste aceite.

Data: ___/___/______ · Assinatura: ____________________________

Repare que o prontuário aparece como informação, não como item a "autorizar" — porque a base dele é a obrigação legal, não o consentimento.

Quatro coisas invalidam o termo: caixa pré-marcada, texto genérico, condicionar o atendimento ao aceite, e não registrar a prova.

Onde guardar a prova

De nada adianta o melhor termo se você não consegue mostrar quando o paciente aceitou. Em papel, arquive a via assinada com data. No digital, registre IP, data e hora de cada aceite — é o que inverte o ônus a seu favor (Art. 8º §2º). Antes de montar tudo, baixe nosso checklist LGPD gratuito para não esquecer nenhum item.

Perguntas rápidas

Precisa registrar em cartório?

Não. A LGPD não exige cartório — exige um aceite válido e registrado com data e hora (papel assinado ou registro eletrônico com prova).

Posso usar o mesmo termo para todos?

O texto-base sim, mas com aceites separados por finalidade. Um consentimento genérico "para tudo" é inválido.

Preciso de consentimento para guardar o prontuário?

Não. A guarda é obrigação legal do CFO. O termo serve sobretudo para marketing e uso de imagem.

O que invalida o termo?

Caixa pré-marcada, texto genérico, condicionar o atendimento ao aceite e a falta de registro da prova.

Colete e registre consentimento com prova

Formulários prontos, aceites separados por finalidade e registro automático de data, hora e IP.

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